terça-feira, 31 de março de 2015

Vídeo Palestra CULTO INSPIRADOR



Assista aqui a palestra CULTO INSPIRADOR, 
proferida pelo Marcell Steuernagel, 
na Escola de Líderes do dia 27/03/2015.

quinta-feira, 26 de março de 2015

2a Palestra deste ano: CULTO INSPIRADOR!


Nesta sexta-feita, dia 27/03, tem mais uma Escola de Líderes, com o tema Culto Inspirador. Nosso palestrante, está confirmado, será o Marcell Steuernagel, de Curitiba. Ele é uma referência na área de Louvor e Adoração, é Ministro de Louvor e Coordenador do Ministério de Louvor e Artes na Comunidade do Redentor, centro de Curitiba-PR.

Então contamos com vocês para uma eficaz divulgação e, acima de tudo, com sua presença!

Até lá,

P. Jairo Cruz

terça-feira, 10 de março de 2015

Palestra 01: Marca n° 01 - Liderança Capacitadora

Oito Marcas de Qualidade de uma Igreja que Cresce

Marca n° 01 - Liderança Capacitadora

27/02 – P. Jairo G. F. Cruz – Paróquia Unida em Cristo
Quando lemos o que a literatura do crescimento da igreja diz sobre o tema “liderança”, o tom predominante é o seguinte: o estilo de liderança de pastores de igrejas que crescem é mais orientado para coisas do que para pessoas, mais preocupado em objetivos do que em relacionamentos, mais baseado em autoritarismo do que num trabalho de parceria. Talvez a razão dessa classificação esteja no fato de que a maioria dos autores na busca de modelos imitáveis se baseou mais em igrejas grandes do que em igrejas que crescem (não é preciso dizer que não são a mesma coisa); [v. p. 46-48 Igrejas Grandes são Igrejas Sadias?].
Na pesquisa apontada pelo livro, chegaram a resultados diferentes daquilo que se poderia supor da literatura do crescimento da igreja (inclusive daquilo que o próprio autor escreveu no passado). É evidente que ser orientado por objetivos no trabalho é uma qualidade imprescindível de todo líder, mas é interessante notar que esse não é o aspecto fundamental que diferencia pastores de igrejas que crescem das igrejas que não crescem. A nossa pesquisa comprovou: mesmo que os pastores de igrejas que crescem não sejam mestres em relacionamentos, que chegam até a se perder em detalhes nos relacionamentos com as pessoas, o fato é que, na média, o seu estilo de liderança é pelo menos um pouco mais orientado para relacionamentos, um pouco mais preocupado com pessoas, um pouco mais direcionado para o trabalho em parceria do que o estilo de seus colegas de igrejas que estão em decrescendo (veja quadro abaixo).


A Real Diferença
Onde está, então, a diferença? Não há palavra que resuma melhor essa diferença do que “capacitação”. Os líderes de igrejas que crescem concentram os seus esforços em capacitar outras pessoas para o ministério. Eles não usam os seus colaboradores como “ajudantes” para alcançar os seus próprios objetivos e implantar a sua visão. Pelo contrário, a pirâmide de autoridade é invertida: os líderes ajudam cada cristão a chegar à medida de plenitude intencionada por Deus para cada um. Eles capacitam, apoiam, motivam, acompanham a todos individualmente para que se tornem aquilo que Deus tem em mente. Se observarmos esse processo mais detalhadamente, veremos que aqui são estimuladas capacidades orientadas tanto para objetivos quanto para relacionamentos. Ver Ef 4.11-16




A disposição de aceitar ajuda de fora é a variável das 15 variáveis sobre o tema “liderança” que tem a relação mais forte com a qualidade e com o crescimento da igreja (figura à direita).


Dois dos resultados mais interessantes sobre o assunto liderança: o estudo teológico tem uma relação fortemente negativa com o crescimento bem como com a qualidade de uma igreja (figura à esquerda).
 

Auto-organização espiritual na prática
Aqui deparamos com o que denominamos de o “princípio do por-si-mesmo” na introdução [do livro]. Líderes que se vêem como instrumentos para capacitar outros cristãos e levá-los à maturidade espiritual, descobrem como esse aspecto leva “por si mesmo” ao crescimento. [Ver 2 Tm 2.1,2] Em vez de fazer a maior parte do trabalho, esses líderes investem a maior parte do seu tempo em discipulado, delegação e multiplicação. Assim, a energia investida por eles pode multiplicar-se quase infinitamente. E assim que acontece a “auto-organização”. Dessa forma, em vez de se tentar por em movimento a igreja por meio de pressão e forças humanas o poder de Deus é liberado. [Ver 1 Co 3.6,7; Cl 2.19; 1 Pe 2.2]
Os resultados da pesquisa questionam o fato de que a maior parte da literatura do crescimento da igreja ilustra os princípios de liderança com base em mega-igrejas. Nesses casos trata-se, muitas vezes, de gênios da liderança que possuem uma variedade tão abrangente e especial de dons, que o modelo não serve para ser reproduzido em outro lugar. A boa notícia é a seguinte: pastores não precisam ser “superstars” para que as suas igrejas cresçam. A maioria dos pastores, que nas nossas pesquisas conseguiram os melhores resultados, não são conhecidos muito além de suas igrejas. É mais fácil, no entanto, aprender deles os princípios básicos de liderança do que de muitos super-líderes espirituais.
De onde vem a oposição?
É evidente que o modelo de liderança descrito nesse livro não provém do paradigma tecnocrático nem do modelo da espiritualização. Tecnocratas, via de regra, têm necessidade de um “guru” (que pode se apresentar na forma do “sacerdote” clássico ou também como o “gerente de crescimento da igreja”); os do modelo da espiritualização geralmente têm dificuldade de se submeter a alguma liderança.

*Livro O Desenvolvimento Natural da Igreja; de Cristian Schwarz