quarta-feira, 4 de junho de 2014

Palestra 3 - Tratando nossas feridas emocionais - mágoas e culpas parte II

Não temos, ainda, o texto desta palestra realizada 
pelo P. Ivanildo Laube, no dia 31 de maio passado; 
mas convidamos a assistirem o vídeo 
da palestra, pelo link abaixo:




Palestra 2 - Perdão: um ato totalmente antinatural - fruto da graça


PERDÃO: UM ATO TOTALMENTE ANTINATURAL -  FRUTO DA GRAÇA.[1]
(P. Daniel Schneider – 25/04/2014)


“PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES... POIS SE PERDOAREM AS OFENSAS UNS DOS OUTROS, O PAI CELESTIAL TAMBÉM LHES PERDOARÁ. MAS SE NÃO PERDOAREM UNS AOS OUTROS, O PAI CELESTIAL NÃO LHES PERDOARÁ AS OFENSAS".  (Mt 6:12,14-15)
Não há como negar: O PERDÃO É O CORAÇÃO DA COMUNIDADE DE JESUS.

Para mim, das sete frases de Jesus Cristo ditas na cruz, a que mais me toca intimamente é:
“PAI PERDOA-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM.” (Lc 23.34).


Por que?!

1º: Ela foi dita pelo Filho do Deus altíssimo, que não precisava ir para cruz, o fez voluntariamente. Se tem alguém que não precisaria perdoar esse é Deus.
2º: Ele expressa essas palavras de compaixão na condição de extrema dor, asfixia, no limite do sofrimento humano.
3º: Além de serem proferidas na agonia da cruz, ele o fez diante daqueles que blasfemavam dele, com total frieza e crueldade inimagináveis.
4º: Verdadeiramente fui eu que levei Jesus Cristo a mais terrível morte de cruz e é a mim que ele dirige estas palavras de perdão.

 APESAR DE SABER DE TUDO ISSO, POR QUE RELUTAMOS TANTO EM DAR E RECEBER PERDÃO?!

1º: Porque vivemos num mundo sem a GRAÇA.
2º: Porque O PERDÃO é totalmente ANTINATURAL.

 1º: PORQUE VIVEMOS NUM MUNDO SEM A GRAÇA.

Desde a nossa infância somos ensinados a termos sucesso num mundo sem graça.
Conhecemos algumas expressões como: “Deus ajuda quem cedo madruga”; “Sem dor não há ganho”; “Não existe nada de graça”; “Exija seus direitos”; “Pague e receba” ...
Todos nós conhecemos bem as regras porque vivemos debaixo delas. Trabalho pelo que recebo; gosto de ganhar; insisto nos meus direitos. Quero que as pessoas recebam aquilo que merecem, nem mais, nem menos. Se observarmos tudo gira em torno do MERECIMENTO. Nós vivemos num mundo impregnado desta visão e pratica da vida. 
Todavia, esse MERECIMENTO nem sempre é justo. Nós vemos coisas terríveis acontecendo todos os dias. Injustiças e sofrimento por todos os lados, corrupção, miséria, impunidade, violência e morte. O mundo em que vivemos está tomado pela não Graça, pela falta de misericórdia e amor. Na verdade há um processo crescente de desumanização. Exemplos não nos faltam.

Observem este texto bíblico!

“ENTÃO, PEDRO, APROXIMANDO-SE, LHE PERGUNTOU: SENHOR, ATÉ QUANTAS VEZES MEU IRMÃO PECARÁ CONTRA MIM, QUE EU LHE PERDOE? ATÉ SETE VEZES?  RESPONDEU-LHE JESUS: NÃO TE DIGO QUE ATÉ SETE VEZES, MAS ATÉ SETENTA VEZES SETE.” (MT 18.21-22).

A matemática do Pedro com relação ao número de vezes em que se deve perdoar revela bem a matemática do mundo sem a Graça, apesar de sua generosidade. Pedro conhecia a lei judaica que dizia que se deveria perdoar 3 vezes e ele acrescentou mais 4 vezes, ou seja mais que o dobro.
No mundo sem a graça nem se fala do perdão. O máximo que as pessoas pedem é uma desculpa e para quem a recebe se ouve “desta vez passa, da próxima você me paga”.
Em contraste com a matemática do mundo sem a Graça vem a matemática do Evangelho.  A matemática do Evangelho é loucura!  Querem um exemplo bíblico?
A parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20.1-16)
Jesus falou de um proprietário que contratou trabalhadores para a sua vinha. Alguns começaram ao nascer do sol (Deus ajuda quem cedo madruga!), outros no meio da manhã, as 9:00, ainda outros na hora de almoço, outros no meio da tarde, as 15:00 e por último, os contratados uma hora antes do final do expediente, as 17:00. Todos pareciam satisfeitos até na hora do pagamento. Quando aqueles que trabalharam 12 horas no sol escaldante receberam o mesmo que os desocupados que trabalharam apenas 1 hora.


A atitude do patrão contradizia tudo aquilo que sabiam a respeito de motivação para o trabalho e justa compensação. Era uma economia atroz! A parábola de Jesus Cristo não faz nenhum sentido do ponto de vista econômico. E justamente essa era a sua intenção, a moral da história. A Graça não está relacionada com acabar primeiro ou depois, ou seja, no merecimento, e sim, de não levar em conta os nossos pecados (Sl 103. 8-10).
O dono da vinha não enganou os seus empregados. Todos receberam o que ele havia prometido. O descontentamento dos que trabalharam doze horas foi por causa da MATEMÁTICA ESCANDALOSA DA GRAÇA. A sua grande generosidade.
Com qual grupo de empregado nós iríamos nos identificar nesta parábola?  Creio que a maioria de nós nos que trabalharam o dia inteiro. E a atitude do empregador nos desconcerta e incomoda, como foi naquele tempo.

NA MATEMÁTICA DA GRAÇA ESCANDALOSA DEUS CONCEDE DONS E NÃO SALÁRIOS:
“Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso senhor.” (Rm 6:23)
Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?  Respondeu-lhe Jesus: não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”  (MT 18.21-22).


“Não sete, mas setenta vezes sete”, isto é, a medida do perdão não tem limites.
E junto desta resposta vem a Parábola do credor incompassivo (Mt 18.23-35).
Jesus fala de um rei que decide ajustar conta com seus empregados. A um deles emprestou uma quantia que foi remontando uma dívida absurda. O empregado em questão gerenciou com ele um estabelecimento bancário. A dívida chegou a dez mil talentos, isto equivaleria a 174 toneladas de ouro, em dólares, dez mil dólares.
Sendo absolutamente impagável o seu senhor disse para que fosse vendido seus bens, ele e sua família para que a dívida fosse paga. O empregado desesperado se ajoelha diante do rei e clama para que lhe dê mais tempo e assim poderia pagar a dívida. O seu senhor sabendo que isso era impossível lhe perdoa a dívida impagável.
Ao passo que saindo dali este “abençoado” encontra-se com um de seus encarregados que lhe devia a soma de cem denários, ou seja de cem dias de trabalho. Uma mixaria perto de sua dívida com o rei.



O que ele faz?  Começa a esganar o pobre homem que lhe devia e ordena que o pague de imediato. Este não tendo como lhe pagar implora para que tenha paciência a fim de que arranje o dinheiro. Sem chance, o “cabra abençoado” o põe na prisão até que pagasse a dívida. Os seus colegas de trabalho vendo a cena ficam muito tristes e vão contar ao rei. Por consequência o rei indignado o entrega aos carrascos para apanhar e ser posto na cadeia até que pagasse o último centavo de sua dívida.
 Moral da estória: Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”  (Mt 18.35).
Observem que esta parábola não pergunta pelo direito legal do empregado para com o que lhe devia 100 denarios. Perante a lei ele estava totalmente correto, mas não levou em conta que seu rei e patrão tinha o mesmo direito e o perdoou de uma dívida impagável. Portanto, Jesus Cristo nos ensina que mesmo que tenhamos toda a razão, todo o direito para não perdoarmos, nós o temos de fazer.
PERDOAR NÃO É OPÇÃO PARA O CRISTÃO!! Por quê? Simplesmente por que a dívida que tivemos para com Deus era absurdamente maior do que a que alguém possa ter para conosco. A matemática escandalosa da Graça mostra a generosidade incomensurável de Deus conosco!
Infelizmente muitos crentes se acham mais merecedores da Graça, isso por que não entenderam a gravidade do pecado em suas vidas. Por outro lado, há também cristãos sinceros que vivem padecendo com a culpa referente a pecados do passado já perdoados, mas que dão vez e vos as mentiras do diabo.
Muito facilmente nos deixamos levar pela lógica do mundo sem a Graça e pensamos ou dizemos: “Ele merece sofrer, pagar pelo que fez!”, “Para isto não tem perdão!”, ou ainda, “Eu não vou perdoar porque ele é que errou comigo.”
Quando retemos o perdão estamos assumindo o lugar de Deus, porque só Ele tem este direito absoluto sobre nós.  Aliás, acima do próprio Deus, porque Deus em seu Filho Jesus Cristo, perdoa todo e qualquer pecado ao pecador arrependido, exceto o pecado contra o Espírito Santo, que é a negação completa da Graça de Deus.
MAS SE O OUTRO NÃO SE ARREPENDE E CONTINUA NO ERRO ESTOU ISENTO DE PERDOAR?! De forma alguma!! De novo essa é a matemática do mundo sem a Graça. Se a outra pessoa não se arrepende, até faz pouco caso do perdão que lhe damos e continua irredutível em seu mal, isto é com Deus e não contigo e nem comigo. A justiça é de Deus! Nem ao menos podemos pedir a Deus que mande juízo sobre a outra pessoa. O que podemos e devemos fazer é trazê-la diante de Deus pedindo pelas misericórdias do Senhor sobre a sua vida e sobre a nossa, para que o nosso coração não se torne refém da amargura.


Deus sempre faz justiça, mas a sua justiça não é a nossa justiça. Graças a Deus por isso!!

O escritor Philip Yancey, em seu livro “Maravilhosa Graça”, nos apresenta um testemunho vivo de uma mulher que perto de seu centésimo aniversário mantinha-se prisioneira da amargura e do rancor profundo por seu pai alcoólatra ao qual denominava de “bêbado perverso”.[2] Seu ódio por seu pai atravessou gerações, levando a um ciclo ininterrupto de ausência da Graça.
Ela mesma se tornou uma versão mais amena da tirania de seu pai para com os seus filhos. Tomou a forte decisão de nunca tomar sequer uma gota de álcool, mas devido a sua falta de perdão, o seu coração tornou-se duro como o diamante, a impedindo de amar e ser amada plenamente. Durante três gerações a sua amargura deixou marcas profundas na vida de sua filha, neta e bisneto seguindo o mesmo ciclo doentio de ausência da Graça:
“A ausência da graça opera calma e lentamente, como um gás venenoso e imperceptível.”[3]

2º: PORQUE O PERDÃO É TOTALMENTE ANTINATURAL.

O perdão não faz parte de nossa natureza humana. Ela instintivamente expressa o que é comum:

“Todos nós já sabemos o que todo escolar aprende: Quem é alvo do mal, com mal vai revidar.”[4]

Na lei da natureza não existe o perdão. Os gatos perdoam os cachorros por correrem atrás deles? Os golfinhos perdoam os tubarões por comerem seus companheiros? O mundo todo é regido pelo “matar ou morrer” não pelo “perdoar uns aos outros”.



Nossas maiores instituições – financeira, política e até mesmo esportiva, segue a mesma lei. Vou tomar como exemplo do esporte, o nosso JEC. A maioria de nós viu o jogo decisivo contra o Figueirense em busca da primeira divisão. Segundo um site de notícias encontra-se o título: “Torcida busca culpados para derrota do JEC no último jogo do Catarinense”. E segue o comentário: “Falha da arbitragem, esquema tático e ausência de Jael são alguns dos motivos apontados pelos apaixonados pelo JEC. Tristeza tomou conta dos jequeanos no Scarpelli e em Joinville.”
Alguém ou algo tem que ser o culpado! “Tudo bem JEC vocês estão perdoados”, não cabe nesse mundo dos homens.
         A grande verdade é que apesar de termos ouvido inúmeras pregações a respeito do perdão, não perdoamos facilmente, nem somos perdoados:

“Acalentamos feridas, percorremos longas distancias para racionalizar nosso comportamento, perpetuamos nossas brigas familiares, punimos a nós mesmo e aos outros – e fazemos tudo isso para fugirmos desse ato antinatural.”[5]

O QUE FAZER?!

Nós podemos simplesmente seguir o curso de nossa natureza humana contaminada pelo pecado, dar vasão aos nossos instintos naturais como a maioria das pessoas sem Deus faz. Mas colheremos os frutos amargos dessa decisão. De duas uma, ou nós damos espaço ao agir do Espírito Santo em nossas vidas aprendendo o caminho árduo, mas necessário, do perdão, ou nos deixarmos dominar pela nossa carne, sendo escravos do diabo e de nós mesmos. 
Eu não vou lhes dizer que perdoar é fácil, porque não é. O PERDÃO É DOLOROSAMENTE DIFÍCIL!! Mesmo depois de perdoarmos, muitas vezes a ferida ainda dói e precisa seu tempo para sarar e cicatrizar. E assim como uma cirurgia, em tempo de chuva tende a doer, incomodar, dar umas fisgadas.
Um exemplo bíblico desse processo doloroso no perdoar é o da história descrita no livro de Gênesis referente ao reencontro de José e seus irmãos no Egito. Ela dá muitas voltas e desvios até que finalmente acontece a reconciliação e o perdão. (Gn 42-45).
José ao rever os seus irmãos pela primeira vez depois de tantos anos deve ter sido muito difícil. Um turbilhão de sentimentos deve ter surgido em seu coração ao mesmo tempo, de alegria e tristeza, vontade de abraçar e perdoá-los e de chutá-los dali ou de aprisiona-los. Lembranças vívidas devem ter vindo a sua memória de tudo o que passou no Egito, desde o momento em que foi separado violentamente da família, a sua prisão, humilhação, até que Deus o exaltasse a posição de primeiro governador do Egito.


Ele luta dentro de si!! Em um momento agia com rudeza com os irmãos levando-os a prisão e em outro se afastava deles e se debulhava em lagrimas em secreto.
Esta história certamente durou meses, talvez anos, até que José não aguentou mais. Convocou os seus irmãos e os perdoou. Finalmente o ciclo da ausência de Graça foi rompido. Os sons de sua tristeza e amor ecoaram por todo o palácio do faraó. Muitos se perguntaram: Que gemidos são esses? O ministro do rei está doente? Não, ele está muito bem e saudável! Era o som de um homem sendo liberto do cárcere da mágoa e perdoando!

NA MAIORÍA DAS VEZES O PERDÃO VEM EM MEIO AOS GEMIDOS DA ALMA AGONIZANTE ATÉ QUE AS CORRENTES SE RASGUEM E O PERDÃO SEJA LIBERADO. 

Por traz de cada ato de perdão jaz uma ferida de traição, e a dor de ser traído não se desvanece facilmente.
Precisamos deixar Deus tratar conosco no seu “HOSPITAL DOS PECADORES”:
“Ouvindo isso, Jesus disse: ‘não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Vão aprender o que significa isto: ‘desejo misericórdia, não sacrifícios’. pois eu não vim chamar justos, mas pecadores". (Mt 9:12-13)

O próprio Filho de Deus nos ensinou o caminho do perdão! Ele não só percorreu o trajeto da via da cruz para nos perdoar, mas para nos libertar das prisões espirituais, inclusive pelo não dar ou receber perdão.
O que precisamos é do “remédio dos remédios”, a Graça de Jesus Cristo. Ele é totalmente eficaz, mas precisamos tomar diariamente doses cavalares deste remédio de Deus. O bom é que não existe dosagem, apenas que precisamos dela por todos os dias de nossa vida. Nunca estaremos de alta da nossa enfermidade de alma, de nossa carência da Graça, exceto quando estivermos para sempre com Cristo.
Deus não pede de nós o que não podemos dar! Por ser o perdão totalmente antinatural você necessita buscar em Deus forças para perdoar e ser curado de suas feridas de alma. Todavia, somente você pode romper com o ciclo da ausência de Graça. O que te cabe é a decisão de perdoar o que te ofendeu e também a ti mesmo, se for este o caso. Trata-se de um “peso morto” que você é chamado pela fé a depositar aos pés da cruz de Cristo (Mt 11.28-30)
A palavra “PERDOAR” a partir do original grego αφιημι (aphiemi) pode ser traduzida por “deixar ir”, “deixar de lado uma dívida”, “perdoar”, “remitir”.  Portanto, o que Deus requer de ti é que você solte de sua mão, entregue o direito de justiça ao Senhor. Deixe Ele assumir a tua causa! Antes da causa em si, entregue-se ao Senhor para que Ele trate contigo e com a pessoa que te ofendeu. 


Muitas pessoas relutam em perdoar por que entendem que perdoando o afensor estão afirmando que a ofensa não é tão grave assim, que de agora em diante tudo vai ser igual como antes, “poe-se uma pedra em cima” e ponto final. Quando perdoamos não estamos menosprezando o mal que nos causaram, mas o entregando a justiça à Deus. Lembre-se, a Deus! Na pratica isso significa não mais alimentar magoas, recentimentos e muito menos usar como trunfo contra a outra pessoa, para “jogar na cara” dela quando acharmos por bem. Isso é sinal que não houve real perdão.
E a ferida aberta, o que fazer? Deixe Deus tratar em você! Um bom conselheiro, seu pastor, um psicólogo cristão e até um bom livro cristão podem te ajudar nisso. De maneira nenhuma estou menosprezando a sua dor, a profundidade da ferida que lhe causaram, mas de nada adianta ficar alimentando um estado de autocomiseração. É necessário que você assuma a sua história de vida, decida e tome a atitude de buscar ajuda e sair deste ciclo de morte e enfermidade de alma pelo poder da Graça de Jesus Cristo.
Há situações que requerem que se busque os direitos legais (Lc 18.1-8). Por exemplo, numa situação trabalhista, onde claramente a pessoa foi prejudicada. Neste caso, perdoar não significa aceitar passivamente a injustiça. Internamente, independente de guanharmos ou não a causa justa que pleiteamos, devemos perdoar o ofensor e pedir pelas misericórdias de Deus em sua vida. Com essa atitude de fé liberamos o nosso coração de magoas e nos tornamos pessoas fortes, que não se abalam diante das adversidades da vida.
No mais, perdoar sempre é a ordem de Jesus Cristo para que possamos ter a salvação eterna (Mt 6.12), viver na paz de Deus (Fl 4.7), debaixo de sua bênção, e alcançando a real felicidade. 




[1] O presente texto esta baseado no livro “Maravilhosa Graça” de Philip Yancey, editora Vida.
[2] Mesmo depois de seu pai ter passado por uma genuina conversão a Jesus Cristo e verdadeiramente ter mudado de vida, ela permaneceu com seu coração fechado e amargurado. (Veja a trsite história na íntegra: “Maravilhosa Graça”, pp. 71-74.)
[3] “Maravilhosa Graça”, p.74.
[4] “Maravilhosa Graça”, p.79.
[5]  “Maravilhosa Graça”, pp. 79-80. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Palestra 1 - Qual a relevância da Igreja na sociedade atual?


Qual a relevância da Igreja na sociedade atual?
Palestrante Prof. Me. Klaus A. Stange - FLT - Faculdade Luterana de Teologia

Que mundo é este?
* Mudanças no cenário global
* Mudanças da pós-modernidade
Crise: perigo e oportunidade!

Mudanças no cenário global
1. O avanço da ciência e da tecnologia e, junto com elas, o processo mundial de secularização.
2. O Ocidente, berço do cristianismo está, lenta porém firmemente, sendo descristianizado.
3. O mundo já não pode ser dividido em território  “cristão” e “não-cristão”. Vivemos agora num mundo pluralista em termos religiosos.
4. Sentimento agudo de culpa, pela cumplicidade na subjugação e denominação de povos.
5. Mais do que nunca, o mundo parece que está dividido entre ricos e pobres. E os ricos são aqueles que se consideram (ou são considerados pelos pobres) cristãos.
6. A teologia ocidental está sendo substituída pelas teologias contextuais.
Mudanças da Pós – Modernidade
1) Características da pós-modernidade (ethos)
a) Negação das metanarrativas e fim da história
b) Pluralismo e fim da ética
c) Retorno do religioso e do sagrado
2) Espiritualidade da pós-modernidade
a) A espiritualidade pós-moderna é uma espiritualidade subjetiva
b) A espiritualidade pós-moderna é uma espiritualidade emocional
c) A espiritualidade pós-moderna é uma espiritualidade tribal
d) A espiritualidade pós-moderna é uma espiritualidade ecumênica
e) A espiritualidade pós-moderna é uma espiritualidade sincretista, da indiferença.
3) Perfil psicológico da pós-modernidade
a) O ser humano pós moderno não possui referências
b) O ser humano pós moderno privilegia o instantâneo e o efêmero
c) O ser humano pós moderno é um hedonista em busca da felicidade.
d) O ser humano pós moderno é um ser psicológico
e) O ser humano pós moderno é um ser da realidade virtual e da dissimulação.

Que mundo é este?
Crise: perigo e oportunidade!


Leitura: Mateus 5.13-16

Funções:
Luz – Iluminar, aquecer
Sal – conservar, antisséptico, sabor
O que Jesus quis dizer?
1) Cristãos são radicalmente diferentes
2) Cristãos devem penetrar a sociedade.
3) Cristãos podem influenciar e mudar a sociedade.
4) Cristãos precisam conservar as características cristãs.

Seja o que você é: sal da terra e luz do mundo!